segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Para quem me odeia

Eu te amo. E não seria metade do que sou sem ti, juro. É o teu ódio profundo que me dá forças para continuar em frente, exatamente da minha maneira. Promete que nunca vais deixar de me odiar ou não sei se a vida continuaria a ter o mesmo sentido para mim. Se alguém como tu não me odeia, é porque, no mínimo, não estou me expressar de forma correcta. E convenhamos: não existe elogio maior do que ser odiado pelos odientos, pelos mais odiosos motivos. Então, ser execrada por ti funciona como um desses exames médicos mais graves, em que "negativo" significa o melhor resultado possível. Olha, a minha gratidão não tem limites, pois sei que tu poderias muito bem estar fazendo outras coisas em vez de me odiar. - cuidando da tua própria vida, dedicando-se mais afincadamente a ela. Mas não: preferes gastar seu precioso tempo a detestar-me. Não sei nem se sou merecedora de tamanha consideração. Bom, como deves ter percebido (ou não), esta é uma carta de amor. E, já que toda boa carta de amor termina cheia de promessas, eis as minhas: Prometo nunca te decepcionar fazendo algo de que gostes. Ao contrário, estou a caprichar para realizar coisas que deverão te deixar ainda mais nervosa comigo. Prometo não mudar, principalmente nos detalhes que mais detestas. Sem esquecer de sempre tentar descobrir novos jeitos de te deixar irritada. Prometo jamais te responder à altura quando eventualmente fores grosseira comigo, ao verbalizar tão imenso ódio. Pois sei que isso te faria ficar feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que me dedicas. Prometo, por último, que, se algum dia, numa dessas voltas que a vida dá, deixares de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei a amar-te. Porque eu não sou daquelas que esquece de quem contribuiu para seu sucesso. Pena que não me esteja a ver neste momento, inclusive, pois verias o meu sincero sorrisinho agradecido - e me odiarias ainda mais" Com amor, da sua eterna.

Sem comentários:

Enviar um comentário