sábado, 24 de outubro de 2009

Assim me encontro…


É madrugada... Uma madrugada com um toque frio, escura e pura na sua essência que sobre meu corpo se deita, dando-me o toque ilusório da magia que vejo sobre mim...
Sinto uma tristeza irreal, mas ao mesmo tempo tão natural que me vejo perdida em mim mesma. É a melancolia que habita e mim, a verdadeira essência de quem sou, que me desperta para o breu e me prende nesta doce prisão em que me deixo morrer lentamente...
Sinto-me num espaço que não é meu, onde não me sinto bem e, quase todos os dias me mostram que não pertenço! Sinto saudades da minha casa dos meus amigos (dos verdadeiros). Daqueles que já mais me apontaram o dedo sem que primeiro soubessem o meu lado da historia.
Escolhas erradas quem não as faz! Mas as minhas são como uma maldição doce que trago sobre mim, assim como os fantasmas do passado que se deitam todas as noites junto ao meu corpo...
Medos... tenho tantos... São estes a razão da minha frustração! E não esqueço que a posição em que me encontro foi causa de acreditar em um suposto amigo.
O sofrimento é de tal forma intenso que as lágrimas que choro gelam todo o meu corpo, assim como a alma que se encontra já morta, é como nunca soubesse o que foi um momento de felicidade. Sinto-me sem rumo, sem destino, porque não quero estar aqui, não quero viver isto…
Quero seguir em frente… e preciso mudar a minha forma de pensar, o modo de agir, preciso de aprender com novas experências, dificuldades e felicidades que conseguentemente encontre no meu caminho.

Vou encontrar-me ausente… porque?

Porque...

.. às vezes é preciso parar… para pensar, para arriscar, dar tempo para a vida acontecer, …

... e ter o prazer de regressar!

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